Exposição «Do Espírito à Imagem» (61)
30/08/2009
«O Ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, inaugurou esta Segunda-feira o Museu de Arte Sacra de Macedo de Cavaleiros, no distrito de Bragança. “Do Espírito à Imagem” é o nome da exposição inaugural do Museu de Arte Sacra, que ficará sedeado no Largo Manuel Pinto de Azevedo, cujo espólio resulta do Inventário do Património Histórico-Artístico da Diocese de Bragança-Miranda, que teve origem em Macedo de Cavaleiros. No total serão expostas cerca de 80 peças dos séculos XIV ao XX, em regime de rotatividade, provenientes das igrejas e capelas do concelho. A organização da exposição esteve a cargo da Associação de Defesa do Património Arqueológico do Concelho de Macedo de Cavaleiros – Terras Quentes.
Redacção/A Voz de Trás-os-Montes»
Agência Ecclesia (Maio 2009) – http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?&id=73128

Depois de publicar o post anterior acedi ao site da Diocese de Portalegre e Castelo Branco, onde encontrei uma entrevista sobre novo Regulamento para a Gestão e Protecção dos Bens Culturais da Diocese, pelo pároco responsável pela Comissão Diocesana para os Bens Culturais. Os elementos dessa mesma comissão podem ser consultados aqui.
Uma boa notícia! Mais uma diocese portuguesa que começa a inventariar o seu património. A pequena nota informativa que se segue não fornece muitos dados sobre em que moldes vai ser feita a inventariação, mas o importante é tomar consciência da necessidade de proceder ao inventário, tão necessário para uma melhor protecção, estudo e ‘gestão’ do muito rico e variado património religioso.
«A Diocese de Portalegre e Castelo Branco está a fazer o inventário do património religioso das suas paróquias, para minimizar os efeitos negativos dos assaltos que são notícia de tempos a tempos. Uma das primeiras acções passou pela nomeação da comissão diocesana para o património e bens culturais, promovida pelo actual bispo.
D. Antonino Dias diz que a realidade que veio encontrar na diocese de Portalegre e Castelo Branco não é muito diferente daquela com que contactou noutros pontos do país. O inventário do património religioso, refere o prelado, “tem sido uma batalha de há longos anos a esta parte”.
A comissão criada pela diocese congrega diversos especialistas, como arquitectos ou historiadores, que ajudam a identificar e preservar o património religioso, que em muitos casos é o único nas localidades.
“Se tirarmos o património religioso que existe não sei que património ficará”, diz D. Antonino Dias a este respeito. É por isso que se mostra especialmente preocupado com o desaparecimento do património da Igreja em algumas localidades, que classifica de razia. A que nem as pedras das igrejas escapam, como tem acontecido no concelho de Idanha-a-Nova.
Fechar os templos ou recolher as imagens tem sido a solução em algumas paróquias, contrariando a vocação natural destes locais. “As igrejas não foram feitas para ficarem fechadas, mas infelizmente têm de estar fechadas”, diz D. Antonino Dias.
O bispo de Portalegre e Castelo Branco considera este um mal necessário e que já vai contando com a tolerância do povo, que nem sempre reage bem ao fechar a sete chaves.»
Agência Ecclesia (3 Agosto 2009) – http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=74469. Ver também vídeo.
